Desde o meu sonho de ser jornalista até aqui, lá se vão muitas décadas. É não só o período do curso de Jornalismo, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), entre 1988 e 1991, mas é sobre muito antes disso, com brincadeiras ainda na infância mesmo, com microfones fictícios, fones de ouvido feitos de papel, câmeras de papelão, tudo com muita criatividade mesmo.
A tecnologia muda a cada segundo, mas eu posso dizer que passei por várias etapas, desde a máquina de escrever, fax, gravador com fita cassete etc. Utilizei papel carbono em laudas, enfim! Sem contar os equipamentos mais antigos de edição. Quanta evolução da escrita mecânica para a digital. Não preciso nem me alongar por aqui. Basta imaginar o que a Inteligência Artificial é capaz de realizar.
Na minha época, a comunicação com o povo era pelo jornal impresso, que só chegava ao leitor no dia seguinte; a televisão, com muitas edições; e o rádio com seu imediatismo. Escolhi o radiojornalismo, simplesmente ainda apaixonado pela “latinha” e seu romantismo enigmático e aquela magia que hoje quase não existe mais, muito pela criação das redes sociais e seus avanços tecnológicos.
Em 1991, resolvo criar um jornal impresso chamado “Intuição“, que em 1992 passa a se chamar “Jornal do Bairro“, um dos primeiros jornais de bairro de Curitiba – ainda em atividade. Passei por diversas emissoras de rádio, fiz uma ‘pontinha’ na TV, mas a gente nunca se acomoda. Com o passar dos anos, já com a criação da Intuição Comunicação, chego a um voo bem mais alto, a criação de um veículo de comunicação nacional. Um desafio daqueles!
“Extra, Extra!” é um clássico bordão usado por jornaleiros, no passado, para anunciar notícias urgentes e bombásticas. Daí, surge o Extranacional. E para essa nova etapa, a construção de um projeto de Jornalismo junto a uma maior profissionalização da empresa, com novos departamentos, metodologias, sistemas etc. Para isso, conto – principalmente – com o apoio da minha família, que esteve ao meu lado desde o início, ajudando e contribuindo em cada etapa.
Como todo início de trabalho, mesmo com minha experiência, confesso que estou com aquele “friozinho na barriga”. Entendo o cenário complexo, mas tenho plena convicção que a nossa capacidade profissional resultará em condições para interpretar cenários, identificar tendências e criar narrativas.
Minha linha de raciocínio sempre foi pela intuição. Parece contraditório, mas não gosto de repetições. Prefiro emoção e inteligência, com tomadas de decisões estratégicas. Como tudo muda muito rapidamente, é preciso identificar as tendências, mas sem perder as raízes daquele trabalho, óbvio, com credibilidade e analisando sempre todos os lados da informação.
Tudo vale, dentro do limite e do juízo!
Esse é um dos dias mais importantes da minha vida profissional. O juramento do jornalista profissional foca no compromisso inegociável com a verdade, a ética, a democracia e o direito do cidadão à informação.
Assim, vamos seguir! Seja muito bem-vindo(a)!