Curitiba testa um novo sistema para conter encostas e evitar o assoreamento dos rios que cortam a capital paranaense. A hidrossemeadura ou “grama líquida” tem o objetivo de deixar as margens dos rios mais protegidas. A meta é evitar que a terra deslize para dentro deles em dias de chuva, prolongando o trabalho de limpeza e desassoreamento realizados periodicamente na cidade.

De acordo com a prefeitura de Curitiba, já teve início a plantação de uma cobertura vegetal em um trecho do Rio Vila Formosa, no bairro Fazendinha, com o lançamento de sementes sobre o solo e acelerando o nascimento das plantas.
A expectativa é de que, até o final de 2026, a vegetação já ofereça uma cobertura significativa do talude, iniciando o “serviço de proteção”.
Como funciona
O projeto-piloto usou a hidrossemeadura, uma técnica de plantio que utiliza um jato de alta pressão para aplicar diretamente sobre o solo uma mistura líquida de sementes, água, fertilizantes, adesivos e matéria orgânica.
A expectativa é que as raízes das gramíneas plantadas ajudem a segurar a terra, reduzir a erosão e fazer com que o trabalho de limpeza dos rios dure mais tempo.
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Novidade
Ao invés de usar uma cobertura convencional de grama, a técnica testada no Rio Vila Formosa utiliza diferentes espécies de gramíneas escolhidas justamente pela capacidade de desenvolver raízes profundas e contribuir para a contenção natural das margens.
As espécies utilizadas têm capacidade de florescer em diferentes períodos do ano e podem desenvolver raízes que chegam a profundidades de aproximadamente 2 a 5 metros. Com isso, a expectativa é criar uma estrutura vegetal capaz de ajudar a manter o solo no lugar, reduzindo a erosão provocada pela ação da água.
Ampliação do projeto
Por enquanto, a hidrossemeadura está sendo utilizada de forma experimental. Durante os próximos meses, será feito um acompanhamento do desenvolvimento da vegetação e observar como as espécies se comportam.
A avaliação vai considerar a eficiência da técnica na proteção das margens, custos envolvidos e a durabilidade da solução. Segundo a prefeitura de Curitiba, a partir dos resultados, será avaliada a viabilidade de ampliar a utilização dessa técnica para outros rios e córregos de Curitiba.













