Nesta terça-feira (06), o Senado deve fazer a primeira sessão plenária para debater o fim da escala 6×1 — seis dias de trabalho e um de repouso. Depois de cinco debates em Plenário, a proposta de emenda à Constituição poderá ser votada em primeiro turno. Se aprovada, segue para o segundo turno, com outras três sessões de discussão. Mas os prazos podem ser reduzidos se os senadores aprovarem um calendário especial.

O deputado federal Filipe Barros (PL), senador eleito pelo Paraná, no último domingo (04), se manifestou sobre o fim da escala 6×1. Ele já votou a favor na Câmara dos Deputados. No entanto, ressalta que é necessário que sejam dadas compensações aos empregadores, inclusive com redução de impostos.
Deputado federal, Filipe Barros (PL), senador eleito pelo Paraná, defende fim da escala 6×1, mas com compensação a empregadores.
— Extranacional Paraná (@extranacionalpr) October 6, 2026
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Filipe Barros acredita que as pessoas precisam, de fato, ficar mais tempo com as suas famílias, ter um tempo de lazer, de dedicação às suas casas, aos seus filhos. O deputado federal e agora senador eleito pelo Paraná ressalta que é preciso fazer uma verdadeira desburocratização do País, em especial à desoneração da folha de pagamento.
Fim da escala 6×1
O que muda
- Duração Semanal do Trabalho
Regra Atual – até 44 horas
Nova Regra – até 40 horas
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CANAIS DAS EDITORIAS TEMÁTICAS
- Repouso Semanal
Regra Atual – 1 dia – (preferencialmente domingo)
Nova Regra – 2 dias – (um preferencialmente domingo)
- Escala Padrão
Regra Atual – 6×1 – (6 dias de trabalho e 1 folga)
Nova Regra- 5×2 – (5 dias de trabalho e 2 folgas)
Irredutibilidade salarial
De acordo com o texto, a diminuição da jornada e o aumento do repouso semanal se aplicam a todos os contratos de trabalho vigentes e serão implementados sem qualquer redução salarial, seja nominal ou proporcional. A proteção se estende expressamente aos pisos salariais, impedindo qualquer reconfiguração remuneratória que tente reduzir, inclusive indiretamente, o valor do trabalho.
Exemplo: Um trabalhador que ganha R$ 2 mil por 44 horas semanais passará a ganhar os mesmos R$ 2 mil por 40 horas.
Transição e prazo
A PEC aprovada prevê implementação progressiva da redução da jornada, as empresas terão um prazo de dois meses para a passagem de 44 para 42 horas semanais e, depois, mais um ano para chegar às 40 horas semanais com a determinação de pelo menos 2 dias de descanso semanal.













