No próximo dia 28 de agosto, está previsto para acontecer o leilão de concessão do transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana. O edital já foi publicado pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP). Algumas linhas deixarão de existir ou sofrerão alterações de trajeto e identificação.
O objetivo é estabelecer de forma clara as competências entre o sistema metropolitano, gerido pela AMEP, e o sistema urbano de Curitiba, gerido pela URBS. Com o novo modelo, o sistema passará a atender 28 cidades, além da capital. Atualmente, são 19 municípios atendidos.

Confira quais linhas terão mudanças:
- Colombo/CIC passa a se chamar Maracanã/Tiradentes e terá como ponto final a Praça Tiradentes.
- Pinhais/Campo Comprido passa a se chamar Pinhais/Tiradentes e terá como ponto final a Praça Tiradentes.
- Caiuá/Cachoeira passa a se chamar Cachoeira/Guadalupe e terá como ponto final o Terminal Guadalupe.
- Barreirinha/São José dos Pinhais passa a se chamar Aeroporto/Guadalupe (via Terminal Boqueirão). A linha passará a atender o Aeroporto Afonso Pena e terá como ponto final o Terminal Guadalupe. Com essa mudança, a linha Aeroporto/Terminal Boqueirão será desativada.
Transporte coletivo de Curitiba
A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná informa que a mudança não representa redução da oferta de transporte nem perda de acesso ao Centro de Curitiba. “Existem linhas de gestão compartilhada que atravessam a região central da Capital e que, com a nova modelagem, elas continuam garantindo a integração entre os sistemas metropolitano e urbano”, explica Gilson Santos, presidente da AMEP.

De acordo com a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná, os passageiros poderão continuar suas viagens por meio da integração física e tarifária já existente nos terminais e estações-tubo, como a Praça Tiradentes e o Terminal Guadalupe. Santos explica que, no caso dos acessos ao Aeroporto Afonso Pena, que fica em São José dos Pinhais (RMC), haverá ampliação do atendimento metropolitano, substituindo a configuração atual da operação.

Nova licitação
Desde a criação da Rede Integrada de Transporte (RIT), em 1996, o sistema metropolitano funciona por meio de contratos provisórios e nunca houve uma licitação para essa operação. A empresa ou consórcio vencedor poderá operar o serviço por 20 anos, contados a partir da assinatura da ordem de serviço.

