Um fenômeno que começa a milhares de quilômetros de distância pode influenciar o clima do Paraná e de Curitiba.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que altera a circulação atmosférica e pode modificar os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.
No Brasil, a Região Sul está entre as áreas que historicamente sentem seus efeitos.
Por que o Sul pode registrar mais chuvas?
A explicação está nas mudanças na circulação dos ventos e no transporte de umidade.
Em declaração à Agência Estadual de Notícias, o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, resumiu uma diferença entre as regiões brasileiras: “Historicamente ocorre mais seca no Norte do Brasil, e mais chuvas no Sul”.
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Esse padrão ajuda a entender por que episódios de El Niño costumam estar associados ao aumento das chuvas na Região Sul, embora a intensidade dos efeitos varie de um episódio para outro.

Temporais e tornados no Paraná
Os efeitos, porém, não são iguais em todo o Paraná. A localização geográfica, a passagem de frentes frias e outros sistemas meteorológicos influenciam a quantidade e a distribuição das chuvas.
Segundo a Defesa Civil do Paraná, entre junho e setembro de 2026, o estado contabilizou mais de 450 ocorrências relacionadas a eventos meteorológicos extremos, que afetaram 153,3 mil pessoas. No mesmo período, foram registrados nove tornados.
Embora o El Niño possa favorecer condições propícias a temporais na Região Sul, esses números não significam que todos os eventos tenham sido causados exclusivamente pelo fenômeno.
O que explica as diferenças entre as regiões?
O Paraná pode sentir os efeitos do El Niño de maneira diferente de outras regiões porque está no Sul do Brasil, onde o fenômeno costuma favorecer o aumento das chuvas. Já em partes do Norte e do Nordeste, pode haver maior risco de períodos secos. Isso acontece porque o aquecimento do Pacífico modifica a circulação atmosférica e o transporte de umidade.
Ainda assim, os efeitos variam conforme a atuação de outros sistemas meteorológicos, e nem todas as cidades paranaenses registram os mesmos volumes de chuva ou os mesmos riscos de temporais.















